domingo, 27 de outubro de 2013

--- Marijuana, Cérebro e Saúde ---


--- Maconha, Cérebro e Saúde ---

Nunca foi tão oportuna quanto agora a discussão sobre os efeitos cerebrais e fisiológicos da Cannabis, popularmente conhecida como maconha. Se por um lado uma parcela da sociedade começa a questionar a pertinência das políticas públicas que criminalizam seu uso, por outro a ciência avança a passos largos para decifrar a enorme variedade de efeitos fisiológicos e psicológicos induzidos por seus princípios ativos. […] A maconha é uma das drogas recreativas mais usadas no mundo e está entre as mais antigas plantas domesticadas pelo homem. Esteve presente nos primórdios da agricultura, tecnologia, religiões e medicina. Testemunhos eloqüentes de seu impacto na civilização estão presentes nas escrituras sagradas e nos mais antigos documentos médicos das mais diversas culturas.

O número de artigos científicos publicados sobre o sistema canabinóide cresce linearmente a cada ano, de forma que a maconha protagoniza uma verdadeira revolução, representando uma das mais promissoras fronteiras no desenvolvimento da neurobiologia e da medicina. A descoberta dos endocanabinóides, ou seja, moléculas análogas aos princípios ativos da maconha, mas produzidas pelo próprio cérebro, é a grande novidade por trás dessa guinada científica. Neste início de século XXI, acredita-se que os canabinóides possam estar envolvidos na remodelação de circuitos neuronais, na extinção de memórias traumáticas, na formação de novas memórias e na proteção de neurônios. […] A desregulação do sistema canabinóide pode estar envolvida nas causas da depressão, dependência psicológica, epilepsia, esquizofrenia e doença de Parkinson.

Acredita-se que a Cannabis seja originária da região central da Ásia, onde ainda é encontrada em sua forma silvestre. Hoje em dia, uma extensa faixa de estepes entremeada por desertos recobre esta região seca e gelada. Entretando, há evidências de que a planta já existia por ali numa época em que o clima era mais úmido e quente, o que confirma sua extraordinária capacidade adaptativa. Desta região a planta teria se espalhado pelo mundo graças aos movimentos migratórios de nômades e à atividade de comerciantes. A milenar relação do homem com esta planta acabou por gerar inúmeras variedades das três subespécies da Cannabis (indica, sativa, ruderalis), selecionadas segundo o interesse de quem as cultivava, tais como a qualidade da fibra e a quantidade da resina que produziam.

Vêm da China as mais antigas evidências da relação do homem com a Cannabis. Em 1953, numa vila chamada Pan-p’o, às margens do Rio Amarelo, trabalhadores escavavam as fundações de uma fábrica moderna sem imaginar que retiravam do chão a terra que os separava da pré-história de seu povo. Ali, sob sedimentos acumulados por mais de 6 mil anos, eles encontrariam indícios de que a Cannabis já fazia parte daquele cotidiano da idade da pedra: peças de cerâmica caprichosamente decoradas com marcas de tramas feitas de fibras de Cannabis. O achado arqueológico sugere que a Cannabis era usada na tecelagem rudimentar e na confecção de cordas e redes de pesca pelos ancestrais dos chineses. Outros sítios arqueológicos espalhados pela China e na Ilha de Taiwan revelaram que ao longo dos séculos a versatilidade dos usos da Cannabis tornou seu cultivo imprescindível para a vida nas vilas do leste asiático. Seus pequenos frutos se tornaram um dos mais importantes grãos usados na alimentação, e uma fonte primordial de óleo comestível e combustível. […] A qualidade das fibras da Cannabis também possibilitou aos chineses a invenção do papel.

Segundo o botânico e geógrafo russo Nicolay Vavilov (1887-1943), o homem primitivo experimentava todas as partes das plantas que pudesse mastigar, de forma que os brotos e inflorescências de variedades de Cannabis ricas em resinas aromáticas e pequenos frutos oleosos deveriam lhe parecer especialmente atraentes. Evidentemente, para aqueles que vieram a comer da planta, foi inevitável ingerir também os princípios psicotrópicos abundantes na sua resina, transformando a despretensiosa refeição numa experiência certamente inesquecível, com enormes consequências para a humanidade. Naquele contexto, os efeitos mentais da maconha teriam representado para esses coletores incautos nada menos do que um mergulho profundo em uma realidade completamente fora deste mundo, produzindo intensas sensações místicas.
…o homem antigo gradualmente aprendeu a reconhecer as propriedades farmacológicas das plantas por tentativa e erro, experimentando-as. Esse tipo de conhecimento empírico foi sendo adquirido e preservado pelos antigos xamãs asiáticos. […] Em 2006, foi encontrada na divisa entre China, Mongólia e Rússia a tumba de um xamã que viveu a cerca de 2.500 anos. Com ele foi enterrada, além de um instrumento musical, uma cesta de ouro contendo um farto suprimento de brotos e inflorescências de maconha que, devido ao frio, ainda presevavam um alto teor de canabinóides. Para xamãs como este, as propriedades psicotrópicas e medicinais dos mais diversos princípios da natureza, inclusive a maconha, eram sagradas e constituíam valiosas ferramentas farmacológicas necessárias ao ofício diário de diminuir as dores do corpo e dialogar com as diferentes dimensões da consciência.

A mais antiga farmacopéia (enciclopédia de medicamentos) do mundo, o Pen-ts’ao ching, foi escrita no primeiro século depois de Cristo a partir da compilação desse conhecimento tradicional, passado de geração em geração. […] A maconha era ali indicada para o tratamento de dor reumática, constipação, problemas femininos associados à menstruação, beribéri, gota, malária e falta de concentração…
O grego Heródoto (484-425 a.C.) nos legou em sua História o mais vívido e explícito relato que existe sobre os efeitos psicoativos da maconha na antiguidade. Segundo este relato, como parte de um ritual de purificação após enterrarem seus mortos, os citas entravam em uma tenda no centro da qual colocavam um caldeirão de bronze contendo pedras aquecidas. ‘Os citas então jogam as sementes de maconha nas pedras em brasas: as sementes queimam como incenso e produzem um vapor tão denso que nenhuma sauna grega poderia superar. Ao se deliciarem com esses vapores, os citas uivam como lobos’. […] A Cítia eventualmente desapareceu como nação, mas seus descendentes se espalharam pela Europa oriental, legando costumes presentes até hoje no folclore dessa região, sobretudo no norte dos Bálcãs, onde, por ex., se toma sopa com sementes de Cannabis no dia de ano-novo.

O filósofo grego Demócrito, contemporâneo de Heródoto, relatou que ‘a maconha era bebida ocasionalmente, misturada com mirra e vinho, para produzir um estado visionário’. […] “…o uso médico e religioso da maconha sob a forma de uma bebida chamada bhanga já fazia parte da cultura dos persas na época de Heródoto… a bhanga teria a capacidade de revelar aos mortais os mais altos mistérios.
É bem possível que os hebreus já soubessem da existência da maconha antes mesmo de sua fuga do Egito, tendo em conta que os historiadores acreditam que o êxodo descrito no velho testamento possa ter ocorrido durante ou pouco antes do reinado do faraó Ramsés II (1195-1164 a.C.), o qual provavelmente conhecia muito bem os efeitos da maconha, conforme se pôde constar pela grande presença de canabinóides nos cabelos de sua múmia.
Em nenhuma outra civilização a maconha teve um prestígio religioso e medicinal tão expressivo quanto na Índia. De acordo com o Vedas, conjunto de textos que compõem as bases filosóficas do Hinduísmo, os deuses teriam mandado a maconha ao homem para que este pudesse alcançar mais coragem, libido e prazer. Uma fábula conta que, em um dia ensolarado, Shiva, o deus mais importante do Hinduísmo, estava aborrecido por causa de um desentendimento com sua família e saiu sozinho para caminhar nos campos, até que resolveu buscar proteção do sol sob a sombra de um majestoso arbusto de maconha. Curioso a respeito da planta que lhe dera abrigo, Shiva comeu de suas folhas e se sentiu tão revigorado que adotou a planta como sua favorita. […] Um livro sagrado escrito entre 2000 e 1400 a.C. reconhece a propriedade que a maconha tem de aliviar a ansiedade. O Vedas também se refere à maconha, uma das cinco ervas sagradas do Hinduísmo, como sendo uma fonte de alegria, regozijo e liberdade.
Diz uma lenda da corrente mahayana do Budismo tibetano que Siddharta Gautama, a primeira encarnação de Buda, se alimentou exclusivamente de sementes de maconha, uma por dia, durante os seis anos de preparação que precederam sua chegada ao Nirvana. Já na tradição do Budismo Tântrico… a maconha é utilizada para facilitar a meditação e potencializar as percepções sensoriais envolvidas em cada aspecto das cerimônias tântricas. Nos ritos sexuais, uma boa quantidade de bhang é ingerida com antecedência, de forma que os efeitos potencializadores dos sentidos coincidam com o auge da prolongada cerimônia sexual cujo objetivo final é o de alcançar a comunhão espiritual com a deusa Kali.

Foi somente por consequência da ocupação britânica da Índia, já no século XIX, que a Europa veio a tomar contato com as propriedades medicinais da maconha…. seu uso se espalhou pela Europa e EUA de tal forma que, já nas primeiras décadas do século XX, dezenas de remédios à base de maconha estavam sendo produzidas pelos mais importantes laboratórios farmacêuticos, sendo recomendadas pelos médicos para os mais variados problemas, incluindo: enxaquecas, dor-de-dente, cólicas menstruais, hemorragia menstural e pós-parto, risco de aborto, úlcera gástrica, indigestão, inflamação crônica, reumatismo, eczema, estímulo do apetite e tratamento de anorexia.
Parale

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Politica em Portugal



Partilho porque isto não passa na tv, isto ninguém quer assumir, porque são tão culpados os que roubam como os que consentem...mas a mim pelo menos nem idealistas nem chupistas me metem a mão, sou um puto que enriqueceu com dinheiro fora do sistema financeiro, um puto que cresceu bem longe do sistema politico porque nunca precisei de religiões nem regimes que me dissessem no que acreditar e como pensar pois sempre vi a riqueza da educação que tive e dos valores que me deram a superar essas pessoas engravatadas do mundo da ilusão da matéria e da ilusão,um puto que enriqueceu como pessoa muito longe da escola e do sistema de ensino e com esta minha inocência "meto no bolso" catedráticos que se sentem burros perto de mim apesar de tanto conhecimento que tem e tão crianças se sentem por não terem tido como trabalhar a seu nível de consciência pois perderam-se no meio do seu pseudo conhecimento e da sua pseudo maturidade não sabem eles que perderam tudo quando deixaram fugir a inocência e a simplicidade e a humildade de se sentirem burros com tanto para aprender todos os dias pena tenho eu de tristes criaturas enganadas e programadas por uma propaganda de milhares de anos,  que não depende do sistema, um puto que sofre desde os 3 anos de uma doença crónica que a única resposta que encontra no sistema de saúde é a sustentabilidade da minha doença a continuidade da mesma e a forma de a manter controlada em vez de encontrar o amor que gera a cura e a preocupação que gera a harmonia de um ser que sofre por algo que lhe falta ou por algo que tem a mais e este puto aqui sozinho no meio de tanto lixo e de tanta escuridão tem uma luz que brilha de forma pura que vai dizimando a escuridão dos outros trazendo-os pra vontade de viver e para a cura e dessa forma este puto esta se a curar aos poucos porque sim cada dia sofro menos os meus sintomas e todos os dias vou perdendo as limitações que sempre me disseram ter e nunca as vi pois sempre vi as coisas a minha maneira e que riqueza a minha por ser assim,  não desconto para o sistema nem nunca descontarei, e luto contra ele com tudo o que tenho e que sou pois acredito que os que dormem um dia acordam , consciencializam-se e começam a agir, porque este panorama foi alimentado por milhares de anos, por falta de acção e excesso de criticas!!!

Todos os dias me chamam de louco mas é esta minha loucura que me faz ter a noção que estou aqui a fazer o meu propósito e a provocar a mudança, muito longe de todos os que nada mudam....e quando falo de mudança, não falo de manifestações, de guerras, de revoltas desnecessárias porque os governantes não temem a violência porque eles tem defesa toda a defesa precisa, ignorância gera ignorância - violência gera violência etc...este é o panorama plantado á milhares de anos e está na origem de todas as guerras, nada disso...quando falo em mudança refiro-me à mudança interior, ao que somos como mente, à forma que pensamos que reflexionamos e que vemos esta realidade, porque quando mudamos cá dentro , tudo muda cá fora, todos nós somos co-creadores, todos temos nas nossas vidas exemplos disto a que me refiro, muitos mudaram a sua forma de pensar com a experiência e viram o feed-back a ser completamente alterado, um pai que começou a ser menos exigente e ao dar liberdade o puto começou a ser mais coerente e assertivo!! A mãe que não podia com cães em casa mas que passado uns anos o cão tornou-se a vida dela!! etc...o que mudou aqui?? espero que a experiência de tantos anos a sermos tratados como lixo sirva de lição para sermos mais pacifistas , perdermos as rédeas dos idealismos que nos prendem e darmos espaço á liverdade, á descoberta, e a ascensão de consciência que nos faz mudar este mundo para melhor!!

Obrigado pela vossa atenção, estas palavras tem com elas muita revolta e inconformidade , mas estão cheias de amor e carinho e as melhores das vibrações para que vos inspirem e a transformar a materialização dos vossos sonhos e dos que vos rodeiam a todo o momento.


Eduardo Correia

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Control da mente Humana - Ad-Gnose: A Engenharia do Espírito na Publicidade


Depois da Publicidade atingir o comportamento e o subconsciente com as técnicas behavioristas e subliminares, e o inconsciente com as abordagens psicanalíticas, temos agora o ápice com uma verdadeira engenharia espiritual: a “Ad-Gnose” (Advertising + Gnosis). Para além do comportamento e do insconsciente, o próximo alvo é o próprio espírito com as abordagens arquetípicas cada vez mais sofisticadas na Publicidade.

A idéia dessa postagem originou-se numa questão levantada por um aluno na aula de Estrutura de Roteiro no curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi. Estávamos discutindo a aplicação de arquétipos nos roteiros de diversos filmes publicitários que analisávamos. Quando, então, paramos no filme da operadora de telefonia celular Oi intitulado “Moda”. O filme comparava a moda de antigamente (que apertava ou restringia com espartilhos, corpetes etc.) com a atual (que preza a liberdade de movimentos e escolhas). No final do filme, o slogan “Liberdade é estar na moda”. A questão levantada se o slogan seria uma contradição: mas estar na moda é seguir a tendência da maioria, portanto, não há liberdade. De imediato veio à minha cabeça a “novilingua”, linguagem criada pelo Grande Irmão da distopia 1984 de George Orwell onde contradições eram esvaziadas numa linguagem banalizadora (“guerra é paz”, e assim por diante). Mas, quando discutimos arquétipos, a questão é mais complexa do que a discussão em planos semânticos no campo da lingüística.

O filme publicitário da Oi trabalhava com o arquétipo do Explorador, focando o aspecto da sua Sombra: o medo de estar preso, confinado, limitado nas possibilidades de aprender e fruir novas experiências, ficando alienado e desconectado dos outros. Ou seja, um desejo atávico da espécie (transcender, ir além etc.) traduzido através do serviço de telefonia celular e, principalmente, confinado em um slogan contraditório, onde o anseio pela liberdade se esgota na imanência da moda.

Mas há um aspecto mais profundo: num sistema econômico estático e cartelizado, onde os produtos são cada vez mais idênticos, a única forma de injetar élan ou energia no sistema é através do aprisionamento dos aspectos mais espontâneos dos indivíduos – Luz e Espírito traduzidos pelos arquétipos instrumentalizados pela Publicidade. É o que chamaremos de “Ad-gnose”.

Da cartelização aos arquétipos

Desde o crash da Bolsa de Nova York de 1929 (onde a economia capitalista mundial quase foi para o ralo) há uma tendência cada vez mais crescente pela monopolização e cartelização de amplas áreas da economia. A guerra de preços de uma economia competitiva (razão profunda do crash de 1929) foi substituída pelo controle dos preços e das demandas (dos desejos por consumo) por meio da cartelização e da Publicidade. Nesse novo cenário, progressivamente os produtos se tornam cada vez mais idênticos: as práticas gerenciais, os processos produtivos e a tecnologia tornam-se cada vez mais parecidas entre as empresas no interior de um cartel ou inseridas em gigantescos grupos transnacionais.

A indiferenciação entre os produtos torna-se uma ameaça de inércia ao ímpeto de consumo do mercado. Sucessivas estratégias passam a ser empregadas pela publicidade no sentido de simular diferenças e competição. Dos testemunhais ligando celebridades do star system hollywoodiano aos produtos, passando pelas associações simbólicas de status e prestígio, até chegar, nos anos 50 e 60, às táticas de inspiração subliminar e até psicanalítica (explorando a compulsividade, impulso, viciosidade e dependência psicológica), cada vez mais a Publicidade vem aprimorando uma espécie de engenharia do espírito. Com a Globalização e a radicalização da concentração das empresas em cada vez menos grupos transnacionais, as táticas de simulação das diferenças dos produtos no mercado necessariamente devem se tornar muito mais sofisticadas, sob risco de todo o imaginário do consumo (sofisticação, concorrência, inovação tecnológica infinita e satisfação) entre num estado inercial. Depois de atingir o comportamento e o subconsciente com as técnicas behavioristas e subliminares, e o inconsciente com as abordagens psicanalíticas, temos agora o ápice com uma verdadeira engenharia espiritual: a “Ad-Gnose” (Advertising + Gnosis). Para além do comportamento e do insconsciente, o próximo alvo é o próprio espírito com as abordagens arquetípicas cada vez mais sofisticadas na Publicidade.


Podemos identificar as origens do desenvolvimento dessa engenharia profunda na criação da técnica VALS (Values, Advertising e Life Style) de segmentação, desenvolvido no final dos anos 70 pelo futurólogo norte-americano Arnold Mitchell e finalmente aprimorado no início dos anos 90. O método baseava-se na segmentação de mercado por perfis psicológicos: os indivíduos seriam motivados menos por fatores comportamentais ou individualistas e muito mais por ideais, valores e estilos de vida que poderiam ser classificados em oito tipologias: Inovadores, Sobreviventes, Conservadores, Realizados, Esforçados, Vitoriosos, Experimentadores e Criadores. Isso orientou a publicidade a buscar “valores agregados” aos produtos tais como filosofias, missões, metas etc. e não mais o estilo “duro” do imaginário do status e prestígio.

Mas apenas isso não era suficiente. Era necessário alcançar um plano mais “místico” ou “mágico” mais em consonância com os tempos “New Age” em que vivemos.

Carol Pearson, PhD em Psicologia e professora em Estudos sobre Liderança da Maryland University nos EUA vai encontrar, a partir dos estudos da simbologia arquetípica do psicanalista Karl G. Jung, doze modelos de simbologia inconsciente que,segundo ela, motivariam a espécie humana: Inocente, Explorador, Sábio, Herói, Fora-da-Lei, Mágico, Normal, Amante, Palhaço, Protetor, Criador, Poderoso. A princípio voltado para servir de ferramenta para táticas de engenharia organizacional, chega ao mundo do Marketing e da Publicidade como conceitos orientadores de roteiros de vídeos publicitários e como estratégia de de criação da imagem de marcas.

Nos seus livros "Awakening the Heroes Within: Twelve Archetypes That Help Us Find Ourselves and Transform our World" (Harper SanFranc isco, 1991); "Magic At Work: Camelot, Creative Leadership and Everyday Miracles" (DoubleDay, 1995); "The Hero and the Outlaw: Building Extraordinary Brands Through The Power of Archetypes"(McGraw- Hill, 2001); "Mapping the Organization Psyche: A Jungian Theory of Organizational Dynamics and Change" (CAPT: Center for Applications of Psychological Type, 2003) está claro que a motivação humana é a principal preocupação da organizações, negócios, marketing e publicidade.

Em Jung os arquétipos são símbolos do inconsciente coletivo, símbolos atualizados por diversos meios (misticismo, religião, lendas, mitos até chegar à forma mais mística da publicidade contemporânea) onde são aglutinadas aspirações, desejos e grandes questões metafísicas e existenciais da espécie humana. Vivenciar um arquétipo é se sintonizar nessa rede inconsciente de significantes, nem que seja por breves flashs, como num déjà-vu.

Em termos gnósticos, os arquétipos são as manifestações dessas partículas de Luz presentes em cada um de nós que nos liga às nossas verdadeiras origens espirituais (o processo da gnose), vislumbrando a possibilidade de transcendência desse cosmos material que nos confina.

Na Ad-Gnose essas partículas de Luz ou espírito são traduzidas como “motivações”, fonte de energia para serem aglutinadas e aprisionadas em narrativas e imagens que ponham em movimento o imaginário do consumo que convive com a ameaça da estagnação e da entropia: a descoberta de que, no final, todos os produtos se equivalem e que as diferenciações são meramente sígnicas ou imagéticas.

Por exemplo, se nos filmes publicitários sobre sabão em pó as donas de casa são representadas pela mesma caracteriologia clichê (magras, morenas, cabelos lisos, em torno dos 30 anos e o mesmo olhar terno para o filho que aparece imundo dos pés até a cabeça etc.), o arquétipo será aquilo que captará a “motivação” do consumidor, injetando espontaneidade e energia num design estático e vazio.

fonte: cinema secreto - cinegnose.br


Ciência - HÁBITOS ALIMENTARES ESTÃO CAUSANDO O AUMENTO DE INCIDÊNCIA DE CÂNCER


***HÁBITOS ALIMENTARES ESTÃO CAUSANDO O AUMENTO DE INCIDÊNCIA DE CÂNCER*** 

Recente estudo publicado na revista The Lancet Oncology informa que novos casos de câncer devem aumentar 38,1% no Brasil ao longo desta década, passando de 366 mil casos diagnosticados em 2009 para mais de 500 mil novos casos em 2020. Várias podem ser as causas para esse aumento, mas as que mais se destacam são os fatores ambientais, dentre eles, destacam-se a alimentação e o estilo de vida da nossa população.

O relatório estima que o custo total com câncer em todos os países da América Latina chegou a US$ 4,5 bilhões em 2009 (cerca de um terço disso somente no Brasil), comparado com US$ 142,8 bilhões nos Estado Unidos, US$ 11,3 bilhões na Grã-Bretanha, US$ 30,8 bilhões no Japão, US$ 5,8 bilhões na China e US$ 656 milhões na Índia.

Quando considerado o tamanho da população, o custo médio por paciente na América do Sul foi calculado em US$ 7,92 (no Brasil, US$ 8,04). Nos Estados Unidos, os gastos por paciente foram de US$ 460,17, na Grã-Bretanha, de US$ 182,73 e no Japão, de US$ 243,7. A disparidade diminui quando esses gastos por paciente são analisados em relação ao PIB per capita de cada país, mas ainda assim, os custos por paciente considerando a porcentagem do PIB per capita, de 0,12% na América do Sul (0,11% no Brasil) ficam bem abaixo das proporções nos Estados Unidos (1,02%), no Japão (0,60%) e na Grã-Bretanha (0,51%).

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Devido a sua grande capacidade de multiplicação, essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Nos últimos anos foi verificado aumento na incidência de câncer no aparelho digestório. Esses tumores juntos representam uma grande fração dos tumores humanos. São praticamente incuráveis quando se apresentam disseminados pelo organismo (metástases volumosas), daí a necessidade de um rastreamento precoce com o intuito de um diagnóstico da neoplasia na sua fase inicial, aumentando assim a possibilidade de cura e a melhoria da condição de sobrevida, quando a cura não é possível. Localizam-se no aparelho digestório: boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, colo, reto, pâncreas, fígado e vesícula biliar.

Em relação ao câncer de esôfago, embora a causa seja desconhecida, existem condições predisponentes bem definidas como: megaesôfago (aumento do diâmetro), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter de transição esôfago-gástrico), esôfago de Barrett (esofagite de refluxo), injúria cáustica, divertículos e agentes infecciosos (papiloma vírus). O consumo excessivo do álcool e o hábito de fumar isoladamente aumentam o risco de desenvolver o câncer de esôfago e , quando associados, multiplicam-no. A dieta pobre em vitaminas, assim como a ingestão de compostos ricos em nitrato, contribuem para esse estímulo.

O câncer do estômago é mais comum nos homens, iniciando na faixa etária dos 40 anos e aumentando gradativamente, com o pico de incidência na sétima década de vida, sendo um pouco mais precoce nas mulheres. A dieta e os fatores ambientais estão fortemente relacionados com o câncer gástrico, sendo que existe uma forma relacionada com etiologia genética. A forma epidêmica do câncer gástrico evolui de lesões pré-cancerosas como a gastrite atrófica e a metaplasia intestinal. A infecção associada pelo Helicobacter pylori e a dieta rica em nitritos estimulam as lesões pré-cancerosas a progredir para o câncer.

A forma endêmica está mais presente nas mulheres e jovens, não estando relacionada com as lesões pré-cancerosas e sim com a ocorrência familiar (tipo sangüíneo A) sugestiva de uma etiologia genética. Estudos têm demonstrado a diminuição do risco para o câncer com a ingestão de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras. Já o aumento do risco pode ser notado na ingesta pobre de vitaminas A e C, carnes e peixes salgados, alto consumo de nitrato e baixo consumo de proteínas e gordura. Outros fatores são os ambientais como: má conservação dos alimentos (defumados / ausência de refrigeração), água de poço (alta concentração de nitrato), além do hábito de fumar e ingestão de bebidas alcóolicas. Existe ainda a comprovação de maior incidência na classe social mais baixa e em pacientes que foram previamente operados do estômago.

A relação da dieta e o risco do câncer coloretal é bem estabelecida. Sabidamente a ingestão aumentada de gordura saturada (proveniente da carne vermelha principalmente) aumenta o risco, ao passo que o óleo vegetal não apresenta nenhum efeito e o óleo proveniente do peixe (ômega-3) possui efeito protetor contra o câncer coloretal. Existe também relação com a quantidade de calorias ingeridas, sendo maior o risco em pessoas que comem mais. Já a ingestão de fibras vegetais é apresentada como um fator protetor. A fibra age promovendo uma maior velocidade de passagem do alimento dentro do intestino, diminuindo o tempo de contato entre as substâncias carcinógenas (que causam o câncer) encontradas nos alimentos e a parede intestinal. A dieta rica em cálcio e potássio possui um efeito protetor, enquanto que a ingestão de bebidas alcóolicas, quando exacerbada , aumenta o risco.

Recentes estudos têm demonstrado fatores etiológicos importantes para o câncer de pâncreas, dentre estes podemos destacar os fatores ambientais. Nos fatores ambientais, salienta-se o uso do cigarro, sendo este o mais bem definido fator etiológico entre outras classes para o câncer de pâncreas. O risco está diretamente relacionado com a quantidade e com o tempo de utilização do tabaco. O risco diminui em torno de 30%, em comparação aos não fumantes, após 10 anos sem fumar. 30% dos casos de câncer do pâncreas são atribuídos ao hábito de fumar. Outro importante fator ambiental é a dieta, em que está bem comprovado que a alta ingestão de gordura e carnes aumentam o risco, ao passo que a ingesta de frutas, vegetais, alimentos ricos em fibras e vitamina C reduz o risco. Existe um dilema em confirmar ou não a associação da ingestão exacerbada de bebidas alcóolicas e café com o aumento do risco para o desenvolvimento do câncer de pâncreas.

De modo geral, alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, dentre outros. Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos. Por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar alguns tipos de alimentos, como picles, salsichas e outros embutidos e alguns tipos de enlatados, se transformam em nitrosaminas no estômago. As nitrosaminas, que têm ação carcinogênica potente, são responsáveis pelos altos índices de câncer de estômago observados em populações que consomem alimentos com estas características de forma abundante e frequente. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida.

O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de câncer. É aconselhável adicionar menos sal na hora de fazer a comida, aumentando o uso de temperos como azeite, alho, cebola e salsa. A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de até 5 g de sal ou 2 g de sódio por dia, ou seja, o equivalente a uma tampa de caneta cheia. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago e coloretal. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, pochê, ensopado, guisado, cozido ou assado.

Nesse contexto, dê preferência para aos alimentos crus e cozidos. Outras dicas de alimentação podem ser obtidas em nosso site.

Busquem conhecimento!!

Profa. Dra. Paula Lima

Control da Mente - Gnose



O que é Gnose?

Gnosticismo (do grego Γνωστικισμóς(gnostikismós); de Γνωσις (gnosis): ’conhecimento’, (gnostikos): aquele que tem o conhecimento)

O real significa de Gnose é “conhecimento empírico"(vindo da experiência), especificamente experiência daquilo que está além dos 5 sentidos. A palavra Gnose não se refere ao conhecimento que nós estamos acostumados ou acreditamos que temos. Gnose é consciência, conhecimento empírico, não um mero conhecimento intelectual ou conceitual, crença ou teoria. Esse termo é sinônimo com a palavra do Hebreu (דעת) “da’ath”, a “Sephirah oculta”(33) da Arvore da Vida representada na Kabbalah.

Alguns acreditam que o gnosticismo foi inicialmente definido no contexto cristão, mas outros estudiosos supõem que o gnosticismo se desenvolveu antes ou foram contemporâneos do cristianismo, não há textos gnósticos até hoje descobertos que sejam anteriores ao cristianismo, mas isso pode se dar por culpa da inquisição.

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Analise do Simbolo:
O Circulo representa o TODO, a Consciência.
O Quadrado representa a Matéria.
O Triangulo representa a Mente.
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"Cinema Secreto: Cinegnose" é um blog dedicado à divulgação e discussão de resultados de pesquisas e insights em torno das confluências entre Gnosticismo, em particular, e das representações e experiências do Sagrado no Cinema, Audiovisual e Cultura Pop em geral.

http://cinegnose.blogspot.com.br/

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O Hino da Pérola(Gnose/Amor)
“…Eu esqueci que era filho dos reis, e eu servi seu rei;
Esqueci a pérola, pela qual meus pais me enviaram,
E por causa do peso de suas opressões eu estava em sono profundo.
Mas todas essas coisas que me aconteceram
Meus pais perceberam, e ficaram tristes por mim…”

Poema completo + Analise
http://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/o-hino-da-perola/

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Espiritualidade - ***CONCIENTIZANDO O DESPERTAR DA ALMA***

***CONCIENTIZANDO O DESPERTAR DA ALMA***

Nossa evolução como seres humanos espirituais revela que há um despertar nosso da infância à juventude, da juventude à idade madura, e durante estes desenvolvimentos a própria perspectiva de nossa vida muda.

Além disso, por vezes, na vida, quando passamos por uma doença grave ou um grande sofrimento, no final, a visão sobre a vida mudou.

Observamos também que quando tivemos uma jornada intensa de profundas vivências, depois em retrospectiva, sentimo-nos bastante alterados.

Mais ainda depois de longo aprendizado profissional, ou de mudança repentina em nossas perspectivas de vida, achamos que a mudança foi tão significativa, que podemos dizer, somos pessoas completamente novas.

Vamos, então, refletir sobre o tema?

As mudanças que ocorrem em nossas vidas e que podem ser chamadas de desenvolvimentos evolutivos são de três classes: A primeira refere-se ao nosso físico; a segunda está ligada com nossa mente; a terceira com o despertar da Alma.

Há casos na vida de muitos de nós -o que às vezes se torna difícil de admitir- que poderemos lembrar experiências em nossas infâncias, quando em um momento nesse período, toda a nossa visão sobre a vida muda.

Maturidade é um resultado desejado por nós, sendo a consequência de cada aspecto em nossas vidas para amadurecermos e nos desenvolver.

Portanto, o cumprimento do nosso propósito de vida será o de estimular nosso despertar de Alma.

Poderemos perguntar: "Quais são os sinais do despertar da Alma?"

Hazrat Inayat Khan (1882-1927) músico e filósofo místico hindu, tido como o primeiro a levar o Sufismo ao Ocidente, sendo conhecido como o fundador da Ordem Sufi Internacional no seu ensaio sobre o tema nos diz: "O primeiro sinal deste despertar é como o nascimento de uma criança. A partir do momento de seu nascimento, a criança está sempre interessada em alguma coisa, qualquer som que ouça, ouvindo e vendo alguma coisa, uma cor ou luz, o que quer que seja, é atraída. Assim, é a pessoa cuja Alma está desperta, torna-se concentrado em tudo o que vê e ouve. Comparado a essa pessoa, todo mundo parece estar com os olhos abertos, mas não veem, de estar com os ouvidos abertos e não ouvem. Há muitos com ouvidos abertos, mas raramente há alguém que ouve, e há muitos com os olhos abertos, mas dificilmente haverá alguém que vê. É por isso que a visão natural da Alma desperta é chamada de clarividência, ou seja que enxergamos com clareza".

No momento em que a Alma está desperta, a música nos traz um forte apelo, a poesia nos toca, a arte tem influência sobre nós.

Já não é mais a Alma adormecida, está acordada e começamos a vivenciar a vida de forma mais plena. Faz sentido?

Nascer fisicamente não significa que a Alma esteja desperta após ter assumido o corpo.

É importante notar que nós é que mudamos, cativados pelo despertar da Alma.

Essa mudança não vem pelo estudo, nem por qualquer outro fato, mas apenas pela mudança da nossa autotransformação.

Pessoas buscando a verdade escrevem livros sobre o assunto e, no final, permanecem espiritualmente no mesmo lugar, onde estavam antes. Isso mostra que todos os esforços externos são inócuos quando não há introspecção.

Há apenas um aspecto que nos coloca diante da realidade espiritual, que é o despertar da Alma.

Nossas observações revelam que todas as tragédias da vida, das misérias e das desarmonias são causadas pela falta de compreensão e entendimento. A ausência de compreensão vem da falta de introspecção em nós mesmos.

Quem não vê, a partir do ponto de vista que deveria ver, decepciona-se porque não consegue entender.

Há ainda um despertar, que é uma continuação do despertar da Alma. O sinal disso é quando irradiamos Luz -Luz da Alma- para cada elemento da natureza e para cada ser humano nosso semelhante.

É a própria Alma, que se torna uma tocha em nossos corações, é nossa própria Luz que ilumina nosso caminho como Seres Divinos.

É como utilizar um holofote sobre cantinhos escuros que não tínhamos visto antes, e eles se clareiam e se iluminam novamente.

É como lançar Luz sobre problemas onde não havíamos entendido a princípio, é como enxergar com raios-X pessoas que estão diante de um enigma. Está claro?

Desde que a vida torna-se luzente para a Alma despertada, este fato nos mostra outra manifestação: cada aspecto da vida torna-se comunicativo conosco.

A ideia é que vida e Alma estão se comunicando - a Alma desperta torna-se comunicativa com a vida.

Os Mestres e sábios que estão despertos revelam que a Luz não é só para eles, mas também para os outros.

Podemos ainda não saber, mas a nossa Luz, a nossa própria presença nos ajuda a tornarmos os problemas difíceis em mais fáceis.

Isso nos leva a perceber o fato de que somos Luz, uma Luz cuja origem é Divina do Ser Maior Criador Deus. Correto?

Quando foi dito que os apóstolos sabiam todas as línguas na descida do Espírito Santo, isso não implicava conhecer as línguas de todos os países. Eles sabiam a linguagem da Alma, pois há diferentes línguas faladas de país para país, mas cada pessoa tem sua linguagem particular de Alma.

Isso nos leva a perceber outra ideia de grande importância: a linguagem exterior pode transmitir apenas coisas externas, mas não é uma linguagem interna, que pode ser compreendida por Almas que buscam o despertar.

Esta é uma linguagem universal, de vibrações, de sentimentos, que toca nosso sentido mais profundo.

por Marcos Porto





Amor - por Eckhart Tolle



Amor não é a relação sexual. O amor não é atração emocional ou intelectual, ou uma “troca de energias”. O amor não é a fome do coração pelo afeto. 

O amor é uma poderosa vibração vindo direto da Fonte.
"Amor é simplesmente reconhecer o outro como sendo você próprio, o reconhecimento da unidade é amor."
- Eckhart Tolle